Transtorno Bipolar: O Que Fazer?

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Transtorno Bipolar: o que Fazer?

O que é Transtorno Bipolar?

O transtorno bipolar é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Quem sofre de transtorno bipolar alterna entre períodos de muito bom humor e períodos de irritação e/ou depressão. Tais oscilações de humor podem variar entre a mania e a depressão de maneira muito rápida, e podem ocorrer com pouca ou muita frequência. O transtorno bipolar também é conhecido como depressão maníaca e transtorno afetivo bipolar, porém muitas pessoas sabem muito pouco sobre a condição.

No transtorno bipolar clássico em que não há tratamento, cada fase dura cerca de três a seis meses. Após isso, vem a chamada “fase de normalidade”, que é variável e posteriormente uma fase de euforia cuja duração pode variar entre três e seis meses. Com tratamento adequado, tal período pode ser abreviado.

Os Tipos de Transtorno Bipolar

O transtorno bipolar é categorizado por tipos:

Transtorno bipolar tipo 1: neste tipo, os indivíduos apresentam pelo menos um episódio maníaco, bem como períodos de depressão profunda. Há algum tempo, o transtorno bipolar do tipo 1 era conhecido como depressão maníaca.

Transtorno bipolar tipo 2: os indivíduos que sofrem do transtorno bipolar tipo 2  nunca apresentaram episódios maníacos completos. Tais indivíduos apresentam períodos de níveis elevados de energia e impulsividade cuja intensidade não é tão grande como da mania (chamado de hipomania). Esses episódios se alternam com episódios de depressão.

Ciclotimia: a ciclotimia é uma forma leve de transtorno bipolar e envolve oscilações de humor menos graves. Pessoas que sofrem desse tipo de transtorno bipolar alternam entre hipomania e depressão leve. Indivíduos com transtorno bipolar do tipo II ou ciclotimia podem ser diagnosticados incorretamente como tendo apenas depressão.

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As Causas do Transtorno Bipolar

As causas exatas do transtorno bipolar ainda não são conhecidas a fundo, porém a ciência acredita que são diversos os fatores envolvidos nas oscilações de humor provocadas pela doença, como:

Peculiaridades biológicas: pessoas que sofrem de transtorno bipolar parecem apresentar diferenças físicas em seus cérebros, o que pode contribuir para que os cientistas descubram as causas exatas da doença.

Neurotransmissores: um fator nas causas do transtorno bipolar bastante importante é o desequilíbrio entre os neurotransmissores.

Hormônios: o desequilíbrio hormonal também parece ser uma das possíveis causas.

Hereditariedade: indivíduos que têm parentes com histórico de transtorno bipolar são mais suscetíveis à doença, levando muitos cientistas a acreditarem que a genética possa ter envolvimento nas causas da doença.

Meio ambiente: fatores exógenos, como estresse, abuso sexual e outras experiências traumáticas (como a morte de algum ente querido), também podem estar relacionadas ao desenvolvimento do transtorno bipolar.

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Quais são os Fatores de Risco?

Determinados fatores de risco podem contribuir para que o transtorno bipolar se desenvolva, como histórico familiar da doença, estresse intenso, uso e abuso de drogas recreativas e/ou álcool, mudanças de vida e experiências traumáticas e ter entre 15 e 25 anos.

Homens e mulheres possuem as mesmas chances de desenvolver o transtorno bipolar.

Quais são os Sintomas do Transtorno Bipolar?

Os sintomas do transtorno bipolar dependem do tipo da doença e podem sofrer variação entre os indivíduos. Para algumas pessoas, os picos de depressão são os que causam os maiores problemas. Para outras, porém, a preocupação é maior durante os picos de mania. Os sintomas de depressão e hipomania também podem acontecer ao mesmo tempo. Conheça os principais sinais do transtorno bipolar:

Fase Maníaca

A duração da fase maníaca do transtorno bipolar pode variar de dias para meses. Os sintomas a seguir são mais comuns em pessoas que tem o tipo 1 da doença. No tipo 2, apesar de similares, os sintomas são menos intensos.

– Distrair-se facilmente
– Sentir necessidade de dormir menos
– Diminuir a capacidade de discernimento
– Sofrer compulsão alimentar, comer, beber e usar drogas excessivamente
– Manter relações sexuais com muitos parceiros
– Gastar excessivamente
– Hiperatividade
– Aumento de energia
– Pensar de forma acelerada
– Falar excessivamente
– Autoestima muito alta
– Envolver-se em muitas atividades
– Irritar-se e agitar-se de forma excessiva

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Fase Depressiva

Na fase depressiva, é comum que o indivíduo sofra:

– Tristeza e desânimo diário
– Dificuldade em lembrar, concentrar-se e tomar decisões
– Perda de apetite e perda de peso
– Ganho de peso e alimentação excessiva
– Falta de energia e fadiga
– Sentir-se culpado, sem esperança e inútil
– Perda de interesse em atividades antes prazerosas
– Baixa autoestima
– Pensamentos sobre suicídio e morte
– Excesso de sono ou problemas para dormir
– Afastamento de atividades antes prazerosas e de amigos

Pessoas que sofrem transtorno bipolar têm grandes chances de tentarem o suicídio. O transtorno bipolar pode levar o indivíduo a abusar do álcool e outras substâncias, piorando ainda mais os sintomas. Há casos em que as duas fases se sobrepõem. Os sintomas depressivos e maníacos podem acontecer juntos, seguidos um do outro, situação conhecida como “estado misto”.

Outro fator para as oscilações do humor são as estações do ano. Algumas pessoas podem apresentar picos de mania ou hipomania durante a primavera e o verão (estações mais quentes), e sintomas de depressão durante as estações mais frias, como o outono e o inverno. Para outros indivíduos, acontece o oposto.

As mudanças de humor podem ocorrer mais com frequentemente em algumas pessoas, com oscilações de humor que acontecem de quatro a cinco vezes por ano e, em alguns casos, até mesmo diversas vezes ao dia.

Episódios de mania e depressão podem levar à psicose, doença em que há perda de contato com a realidade.

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Diagnóstico do Transtorno Bipolar

Nos casos de suspeita de transtorno bipolar, os médicos costumam recomendar uma série de exames e testes, para confirmar o diagnóstico por meio da eliminação de possíveis outras causas. Tais exames também podem identificar possíveis complicações decorrentes da doença.

Para o diagnóstico, geralmente são necessários um exame físico e testes laboratoriais, com exames de urina e de sangue. Depois disso, o indivíduo é encaminhado para uma análise psicológica. O médico observará por certo tempo o padrão de comportamento da pessoa, bem como suas possíveis alterações de humor.

Caso haja suspeita de que outras doenças possam estar causando os sintomas descritos pelo paciente, o médico deverá solicitar a realização de exames específicos, que costumam variar de pessoa para pessoa.

Uma conversa sobre o histórico médico do paciente e de sua família também pode ajudar na identificação do diagnóstico.

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