Cigarro Eletrônico Faz Mal?

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Introdução

Muitas pessoas têm dúvidas a respeito dos cigarros eletrônicos. Pesquisas recentes apontam que metade das pessoas acredita que os cigarros eletrônicos, também conhecidos em Inglês como e-cigarette, não são prejudiciais à saúde, enquanto a outra metade acredita que o cigarro eletrônico é tão nocivo à nossa saúde quanto o cigarro convencional, ou até mesmo pior.

Para a infelicidade daqueles que gostam de fumar, não há dados de segurança a longo prazo sobre o cigarro eletrônico. As informações sugerem que, na realidade, o cigarro eletrônico apresenta uma complexa mistura de potenciais prejuízos, apesar de alguns benefícios, quando comparado ao cigarro convencional.

Cigarro Eletrônico Faz Mal?

Primeiramente, a notícia boa a respeito do cigarro eletrônico é que ele certamente é menos prejudicial do que o cigarro convencional. O tabagismo é um vício bastante perigoso. O cigarro pode ser o único produto de consumo responsável pelo mesmo número de mortes que acontecem anualmente no trânsito. Nos Estados Unidos, por exemplo, o cigarro é a causa número 1 de mortes que podem ser evitadas. Cerca de 480.000 pessoas morrem anualmente naquele país somente pelo tabagismo. Para que você tenha uma ideia, este número ultrapassa o número de pessoas que morrem em decorrência ao HIV, cocaína, álcool, metanfetamina, armas de fogo e acidentes de viação combinados.

Man smoking e-cigarette

O hábito de fumar aumenta o risco da ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), ataques cardíacos, diabetes, asma e a maioria dos cânceres. Os radicais livres presentes no cigarro envelhecem o corpo humano. Em média, o tabagismo reduz o tempo de vida em pelo menos 10 anos. O tabaco não seria liberado para as vendas se hoje ele fosse um novo produto no mercado.

Ao queimar, um cigarro emite gases nocivos à saúde, como o monóxido de carbono e o cianeto de hidrogênio. A fumaça do cigarro também apresenta uma ultrafina suspensão de resíduo gomoso, popularmente conhecido como alcatrão. A maioria das substâncias cancerígenas presentes na fumaça do cigarro é encontrada no alcatrão.

Quando comparado ao cigarro convencional, entretanto, o cigarro eletrônico apresenta alguns benefícios, como o fato dele não produzir alcatrão e gases tóxicos amplamente encontrados na fumaça do cigarro. Um cigarro eletrônico contém um cartucho de líquido, que é constituído por nicotina e aromatizantes dissolvidos em glicerol e propilenoglicol. O líquido sofre um superaquecimento pelo vaporizador, que é alimentado por uma bateria, e o resultado deste processo é uma névoa que pode ser inalada.

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Alguns estudos realizados a respeito dos cigarros eletrônicos e do hábito de fumar apontam resultados conflitantes. O cigarro eletrônico, por exemplo, é moderadamente utilizado por muitos que querem largar o hábito do tabagismo. Outros estudos, entretanto, apontam que o uso do cigarro eletrônico não contribui para o aumento das taxas de abandono, nem sequer está associado a um maior risco de continuar o hábito de fumar. Uma recente revisão concluiu que o uso do cigarro eletrônico está associado a menores taxas de abandono.

Outro fator a respeito do cigarro eletrônico é que este produto também contém nicotina em sua composição, e os efeitos negativos à saúde não são inexistentes. A exposição crônica à nicotina pode levar à resistência à insulina e, consequentemente, ao diabetes tipo 2, embora este risco possa ser compensado pelos efeitos de inibição de apetite que a nicotina possui.

Quando inalada, a nicotina aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. A nicotina é altamente viciante, e isto pode causar mudanças no cérebro que aumentam o risco de dependência de outras drogas, especialmente entre as pessoas mais jovens.

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A nicotina também pode prejudicar o desenvolvimento cerebral pré-frontal nos adolescentes, levando ao transtorno de déficit de atenção e baixo controle de impulso. Estes malefícios potenciais da nicotina são particularmente preocupantes, tendo em conta que as taxas do uso do cigarro eletrônico são crescentes, principalmente entre os adolescentes norte-americanos.
A nicotina no líquido do cigarro eletrônico também pode ser um risco de uso doméstico. Muitos líquidos de cigarro eletrônico apresentam aromas doces e frutados, além de suas embalagens coloridas e atraentes terem um grande apelo comercial, principalmente para as crianças. Os casos de intoxicação por nicotina do líquido dispararam devido à ingestão acidental por parte das crianças.

O cigarro eletrônico aromatizado ainda pode causar outra ameaça à saúde, pois geralmente ele contém um composto químico chamado diacetilo, cujo uso está associado a uma rara doença pulmonar chamada bronquiolite obliterante, responsável por causar danos permanentes aos bronquíolos, as vias aéreas mais ínfimas dos pulmões.

Os principais componentes do líquido dos cigarros eletrônicos são o propilenoglicol e o glicerol, e eles não são propriamente prejudiciais à saúde. Entretanto, quando aquecidos pelo vaporizador, eles se decompõe, e são transformados em compostos tóxicos, como, por exemplo, o formaldeído. Isto acontece com mais frequência nos cigarros eletrônicos cujos vaporizadores utilizam alta potência.

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É importante que você saiba que, para as pessoas que são viciadas em cigarro, o cigarro eletrônico proporciona uma fonte de nicotina menos perigosa, já que o usuário não fica exposto ao alcatrão e à maioria dos gases venenosos presentes na fumaça do cigarro convencional. No entanto, ainda não está claro se o cigarro eletrônico pode realmente ajudar um número significativo de pessoas a largar o hábito do tabagismo.

Pessoas que não fumam devem evitar o cigarro eletrônico, já que, como visto anteriormente, o líquido destes produtos possui nicotina, componente responsável pelo aumento do rico de hipertensão arterial e diabetes. Os agentes aromatizantes do cigarro eletrônico também podem causar a bronquiolite obliterante, uma doença pulmonar crônica. Os vaporizadores de alta frequência ainda podem gerar quantidades significativas de formaldeído, além de outras toxinas.

O uso do cigarro eletrônico tem crescido entre os jovens, motivo particularmente preocupantes, já que um dos malefícios é a exposição do cérebro em desenvolvimento à nicotina, que pode prejudicar o desenvolvimento cerebral e predispor os adolescentes à dependência de outras drogas.

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Portanto, quando perguntarem “cigarro eletrônico faz mal?”, você saberá responder à pergunta. O cigarro eletrônico não é tão prejudicial quanto o cigarro convencional, mas com certeza é fonte de malefícios à saúde, seja ela física ou mental.

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