Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS)- Brasil
TABACO NAS AMÉRICAS
Mortes causadas pelo tabagismo
Produção de tabaco
Riscos do Tabagismo para a Saúde
Como os fumantes entendem o risco que correm?
Quais são os verdadeiros riscos para os fumantes?
Quais são os riscos para os não fumantes?
Motivação
Buscando ajuda
O Impacto das Políticas de Controle do Fumo na Saúde e na Economia.
Por Que o Governo Deve Intervir?
Que Medidas Dão Certo na Redução do Uso do Tabaco?
Resumo de Intervenções que Deram Bons Resultados
Que Medidas Não Funcionam?
Qual É o Impacto Econômico das Políticas de Controle do Fumo?
Controle do Tabaco e Opções do Governo
Dando o exemplo
Políticas públicas saudáveis
Investimento em saúde a infra-estrutura comunitária
Monitoramento a avaliação
Assistência às comunidades que cultivam tabaco
Financiamento das intervenções
Para outras informações:
Uso do tabaco
De acordo com os dados disponíveis na América do Norte a na América Latina, a prevalência do use de tabaco por suas populações, entre os anos de 1996 a 1999, oscilou entre cerca de 40%, a elevada, na Argentina a no Chile, a 22%, a baixa, no Peru. Em algumas áreas urbanas, mais da metade dos jovens fuma.
Entre os homens, a porcentagem dos fumantes varia de 47%, na Argentina a no Chile, a 26%, na Colômbia. Entre as mulheres a taxa alta é de 36%, no Chile, é a baixa de 16%, no Peru.
Atualmente não existem dados disponíveis sobre a taxa de fumante na Região do Caribe; dizem, entretanto, que a prevalência varia ente 2% a 14%.
Para muitos países não existem dados atualizados disponíveis. Esses dados são cruciais para a identificação das necessidades a para medir o progresso, a sua obtenção deveria ser uma prioridade em todos os países. Á implementação do Levantamento Mundial sobre os Jovens e o Tabaco, em determinados países da América Latina de do Caribe, ajudará a solucionar o problema. Incentiva-se a participação de todos os países.
Mortes causadas pelo tabagismo
Atualmente o tabaco é o causador da morte de quatro milhões de pessoas anualmente. No ano 2030, matará 10 milhões de pessoas. Sete em cada 10 dessas mortes ocorrerão em países em desenvolvimento.
o O tabagismo é a principal causa prevenível de óbitos nas Américas, matando todos os anos, cerca de 625.000 pessoas, em números estimados (430.000, nos EUA, 150.000, na América Latina a na Região do Caribe, a 45.000, no Canadá).
o O tabagismo, que mata através de doenças crônicas tais como cardiopatias, câncer a doenças pulmonares, contribuiu para que as causas de morte na Região passassem das doenças infecciosas para as não infecciosas. Na América Latina, já há mais pessoas morrendo devido a doenças não infecciosas (muitas destas causadas pelo tabagismo) do que de doenças transmissíveis, afecções maternas a perinatais e carências nutritivas. A tendência para doenças não transmissíveis deverá continuar.
o Apesar da relativa baixa prevalência, em termos gerais, em alguns países do Caribe, continua sendo importante controlar o tabagismo por serem as cardiopatias, os derrames cerebrais e o câncer as principais causas de morte nesses países.
o Por falta de coleta de dados, em muitos países não existem informações detalhadas disponíveis. Torna-se mister que se introduzam medidas para melhorar as informações, tais como uma exigência em todos os países para que os atestados de óbito informem se a pessoa falecida era ou não fumante.
Produção de tabaco
Os Estados Unidos da América e o Brasil encontram-se entre os cinco maiores produtores de tabaco, tanto em termos de área ocupada como de quantidade produzida. Os dois países reconheceram a necessidade de reduzir o consumo de tabaco a implementaram políticas para alcançar esta meta.
Riscos do Tabagismo para a Saúde
Como os fumantes entendem o risco que correm?
Nos países em desenvolvimento, muitos fumantes desconhecem os riscos causados pelo tabagismo. Por exemplo, um estudo feito na China mostrou que a maioria dos fumantes pensava que fumar causava-lhe pouco ou nenhum dano.
o Até mesmo em países desenvolvidos os fumantes, e a população em geral, não estão a par dos muitos riscos causados pelo fumo. Os fumantes têm a tendência de subestimar o risco para a sua saúde causado pelo hábito de fumar, ou não se compenetram desse risco.
o Com exceção do câncer de pulmão, a maioria dos fumantes é incapaz de citar uma doença causada pelo tabagismo a considera que as possibilidades de contraírem alguma doença relacionada com o fumo é menor que, igual a ou ligeiramente maior que a de qualquer outra pessoa. A maioria dos fumantes sabe que o hábito de fumar causa mais mortes que os acidentes de carro.
o Muitos fumantes pensam que o cigarro com "baixa taxa de alcatrão" reduz seu risco de adoecer em conseqüência do fumo, porém os estudos mostram que esses cigarros são tão prejudiciais quanto os cigarros comuns já que para obter mais nicotina os fumantes os fumam de modo diferente, o que faz com que absorvam mais alcatrão.
Quais são os verdadeiros riscos para os fumantes?
Os que fumam a longo tempo têm 50% de possibilidade de morrer de uma doença relacionada com o tabaco. Cerca de metade dessas mortes ocorrerá na meia-idade (entre 35 a 69 anos).
Na América do Norte, o tabagismo é responsável por mais mortes que as causadas pelo consumo de álcool a de outras drogas, acidentes de carro, assassinatos, suicídios a AIDS combinadas.
Dados de países desenvolvidos indicam que o tabagismo é responsável por cerca de uma terça parte de todas as mortes por cardiopatias a por um terço de todas as mortes por câncer. A maioria das mortes causadas pelo fumo devem-se a doenças do coração.
Em muitos países em desenvolvimento, o câncer de pulmão tem aumentado entre as mulheres. Hoje em dia, em muitos países desenvolvidos, incluindo o Canadá a os Estados Unidos, o câncer de pulmão ultrapassa o câncer de mama como o câncer que mais mata as mulheres.
Além de causar mais cardiopatias a várias formas de câncer, o tabagismo causa enfisema, doenças de obstrução crônica dos pulmões, gangrena a pode contribuir para a impotência sexual.
Quais são os riscos para os não fumantes?
A exposição de não fumantes à fumaça dos fumantes aumenta seu risco para o câncer de pulmão a para as cardiopatias.
O fumo passivo causa ou exacerba inúmeras doenças em crianças, incluindo a asma, bronquite, pneumonia a infecções do ouvido médio.
O hábito de fumar tanto pela mulher grávida quanto a sua volta prejudica o desenvolvimento do feto, causa peso baixo ao nascer a nascimentos prematuros, a pode retardar o desenvolvimento da criança.
O fumar perto de crianças recém-nascidas está associado com índices mais elevados de síndrome infantil de morte súbita (morte no berço).
Dicas Para Quem Quer Deixar de Fumar.
Deixar de fumar não é fácil, porque a nicotina do tabaco é uma droga poderosa que cria dependência. Contudo, muitos fumantes conseguiram deixar o hábito. O esforço vale a pena, pois são muitos os benefícios em termos de saúde. Poucos dias após deixar de fumar, a capacidade do pulmão aumenta a diminui a probabilidade de ataque cardíaco. Dentro de algumas semanas, fazer exercício se torna mais fácil. Dentro de alguns meses, a tosse diminui, a energia aumenta e o corpo combate melhor as infecções. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por ataque cardíaco se iguala à de um não-fumante e a de câncer pulmonar está na metade do caminho para igualar-se à de um não-fumante.
Motivação
O ingrediente mais importante para deixar de fumar é a motivação. Se você não está pronto para deixar de fumar, provavelmente não vai conseguir. Pense nos motivos pelos quais você quer deixar de fumar. Por causa da sua saúde? Por sua família? Para economizar dinheiro? Seja qual for o motivo, você deve tê-lo sempre em mente.
Embora seja difícil deixar de fumar sem ajuda, a maioria dos fumantes o faz por conta própria. Se você não dispuser de ajuda, eis algumas dicas para deixar de fumar.
Fixe uma data específica para deixar de fumar a não volte atrás. Não escolha uma data que provavelmente será estressante, como um feriado.
Deixe totalmente de fumar no dia marcado, passando do número de cigarros que você fuma para nenhum. Reduzir gradativamente os cigarros fumados por dia ou passar a fumar cigarros com baixos teores não são boas alternativas nem vão ajudar você a deixar de fumar.
Estude o seu comportamento de fumante a pense nas atividades ou lugares que você associa ao hábito de fumar. Se possível, evite-os. Por exemplo, se você fuma quando bebe, talvez tenha que deixar de consumir bebidas alcoólicas ou não freqüentar bares. Se fuma após as refeições, levante-se a dê uma caminhada.
Esteja preparado para os efeitos de abstinência, tais como ânsia de nicotina, irritabilidade, ansiedade a aumento do apetite, a faça um plano para enfrentá-los. Esses efeitos simplesmente significam que seu corpo está se ajustando à falta de nicotina, a isso é o que você quer.
Prepare um plano de exercício realista que se encaixe nas suas atividades diárias. Um pequeno acréscimo de peso (geralmente, 3 a 5 quilos) após deixar de fumar é natural por vários motivos. Primeiro, você provavelmente buscará gratificações orais, como comida, para substituir os cigarros. Além disso, a nicotina suprime o apetite a aumenta o metabolismo, de modo que, ao parar de fumar, seu apetite aumenta a seu corpo não metaboliza a energia tão rapidamente. Contudo, seu apetite voltará ao normal após algumas semanas. Enquanto isso, exercício o ajudará a não ganhar peso e o manterá ocupado para pensar menos no cigarro.
Peça à sua família a aos seus amigos que o ajudem. Pode tentar deixar de fumar junto com um amigo ou membro da família. Lembre-se: você não está sozinho. A maioria dos fumantes quer deixar de fumar a muitos na sua comunidade a em todo o mundo estarão tentando deixar de fumar ao mesmo tempo que você.
Buscando ajuda
Se você não consegue parar de fumar de uma só vez, talvez tenha um alto nível de dependência física da nicotina. Nesse caso, você pode recorrer a tratamentos farmacêuticos, como os produtos que substituem a nicotina a buproprion, que ajuda a aliviar os sintomas físicos da falta de nicotina. Esses tratamento podem aumentar as suas chances de deixar de fumar.
O aconselhamento feito por profissionais da saúde, seja individualmente ou em grupos, também aumenta as probabilidades de êxito. A combinação de aconselhamento a tratamento farmacêutico aumenta ainda mais a probabilidade de deixar de fumar.
Infelizmente, em muitos países, os tratamentos farmacêuticos não estão disponíveis ou são muito caros. Nos países em desenvolvimento, poucos governos a organizações não-governamentais oferecem aconselhamento aos que querem deixar de fumar. Os profissionais da saúde, como os médicos, que se encontram numa posição ideal para proporcionar aconselhamento, recebem pouco ou nenhum treinamento nessa área a muitas vezes eles mesmos fumam.
Pode-se ajudar a mudar a situação criando uma maior demanda por esses serviços. Diga ao seu médico ou enfermeiro comunitário que você gostaria de receber ajuda para deixar de fumar. Diga aos políticos que você ajudou a eleger que você acha que os serviços de saúde devem oferecer assistência às pessoas que querem deixar de fumar. Entre em contato com uma organização de combate ao câncer, associação de cardiologia ou sociedade de pneumologia em sua área e pergunte se podem oferecer aconselhamento.
Lembre-se. . .
A maioria dos fumantes não deixa de fumar na primeira tentativa. Cada tentativa de parar de fumar o deixa mais saudável. Mesmo que você não consiga da primeira vez, estará mais bem preparado para tentar uma segunda vez.
O Impacto das Políticas de Controle do Fumo na Saúde e na Economia.
Controle de uma Epidemia: Os Governos e a Economia do Controle do Fumo
É bem justificada a intervenção do governo para reduzir o use do fumo. As políticas empenhadas em reduzir a demanda de produtos do tabaco são eficazes na redução do seu uso. As políticas de controle do tabagismo não causam prejuízos à economia. Estas são algumas das conclusões de um novo estudo -Controle de uma Epidemia:: Os Governos e a Economia do Controle do Fumo -publicado em inglês pelo Banco Mundial em 1999 a editado em espanhol pela OPAS a pelo Banco Mundial em 2000. O relatório apresenta resumidamente indicações da efetividade das medidas para reduzir o use do fumo.
Por Que Deve o Governo Intervir?
- A maioria dos fumantes não tem plena consciência dos riscos do use do fumo. Eles não estão informados de todos os riscos, não têm em grande conta as possibilidades de contrair doenças. resultantes do tabagismo a subestimam os malefícios do use do fumo em relação a outras formas de comportamento.
- A maioria dos fumantes adquire o vício do tabagismo quando ainda muito jovens, geralmente na adolescência. Nessa idade, eles têm menos capacidade do que os adultos de tomar decisões bem informadas sobre o que, via de regra, se transforma numa dependência para toda a vida. Quando chegam a compreender a natureza da adicção à nicotina a as repercussões do tabagismo na saúde, a dependência lhes torna muito difícil deixar de fumar.
- Os fumantes podem impor a outros o custo do seu tabagismo. O custo é financeiro quando sistemas de atenção de saúde financiados pelos cofres públicos têm de proporcionar atenção a doenças causadas pelo use do fumo; e é físico quando os não-fumantes ficam expostos à fumaça perniciosa do tabaco, nos domicílios a em lugares públicos.
Que Medidas Dão Certo na Redução do Uso do Tabaco?
As intervenções mais eficazes são as que reduzem a demanda pelo use do fumo. É o caso do aumento dos impostos sobre o fumo, da informação ao consumidor, das restrições às atividades de publicidade a promoção das empresas fumageiras, das restrições ao use do fumo em lugares públicos, inclusive os locais de trabalho, a do apoio orientado para deixar de fumar.
Resumo de Intervenções que Deram Bons Resultados
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Intervenção Impacto Estimado |
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Tributação |
Declínio de 4% a 8% do consumo por 10% de aumento do preço real |
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Informação ao Consumidor |
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Divulgação de informações de saúde |
Não foi calculado: nos Estados Unidos, declínio de até 30% do consumo entre as décadas de 1930 a 1970 |
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Informação sobre saúde nas embalagens |
Não calculada uma estimativa numérica: avisos na Polônia a no Canadá convenceram 16 - 19% dos fumantes a deixar de fumar |
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Veículos de massa |
Não foi calculado |
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Educação escolar |
Não foi calculado: os efeitos se dissipam sem outras intervenções |
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Restrições de Caráter Geral à Publicidade e Promoção |
Declínio de 6% a 7% do consumo |
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Restrições ao use do fumo em lugares públicos a de trabalho |
Não foi calculado: declínio de 4% a 10% do consumo quando implementadas nos Estados Unidos |
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Apoio ao abandono do tabagismo |
Não foi calculado |
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Controles do contrabando |
Não foi calculado |
Que Medidas Não Funcionam?
A maioria das intervenções destinadas a diminuir a disponibilidade de tabaco, como a proibição do seu uso, as restrições às vendas a menores, a substituição de culturas a os preços de apoio ao fumo não dá bons resultados na redução do use do fumo. Uma importante exceção a essa regra é o controle do contrabando, descrito acima.
Qual É o Impacto Econômico das Políticas de Controle do Fumo?
Alguns países hesitam em implementar medidas rigorosas de controle do fumo por temer que isso resulte em perda de empregos, que o aumento dos impostos sobre o fumo venha reduzir as receitas públicas a gerar contrabando, a que o controle do fumo não seja efetivo em relação ao custo.
o Análises feitas em países tanto desenvolvidos como em desenvolvimento mostram que a redução do consumo de tabaco não resulta em perda de empregos, dado que o dinheiro não gasto com fumo será gasto em outros bens a serviços. Quase todas essas análises previram Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de maio de 2000 Boletim Informativo N° 4
que, se fosse eliminado o consumo de tabaco, haveria um efetivo aumento dos empregos. Mesmo em países a regiões cuja principal indústria é a produção a exportação de fumo, os declínios dessa produção ocorrem gradualmente, em virtude do simples aumento do consumo resultante do crescimento demográfico. Haverá tempo para que os países se preparem para a transição econômica, mediante a diversificação das economias e o desenvolvimento de alternativas para os produtores de fumo.
Estudos dos efeitos da redução ou eliminação do consumo de tabaco* (Alteração líquida da disponibilidade de empregos como percentagem da economia)
África do Sul (1995) +0,4%
Bangladesh (1994) +18,7%
Canadá (1992) +0,1%
Escócia (1989) +0,3%
Estados Unidos (Michigan) +0,1% (1992)
Estados Unidos (país) (1993) 0%
Reino Unido (1990) +0,5%
Zimbábue (1980) -12,4%
*Em todos os estudos, exceto o do Reino Unido, supôs-se uma eliminação de todas as despesas de consumo internas. No Zimbábue, supôs-se a eliminação de todo o consumo a da produção interna. Essa hipótese, e conseqüentemente o grau do impacto verificado, é altamente improvável a médio prazo.
O aumento dos impostos sobre o fumo não resulta em declínio da receita tributária a curto e médio prazo, pelo fato de que a demanda é relativamente inelástica. O consumo cairá em proporção menor do que o aumento da receita. O aumento dos impostos pode levar a um incremento do contrabando somente se houver uma considerável discrepância de preços entre países vizinhos a se não forem postas em prática medidas para controlar o contrabando. A redução de tributos em resposta ao contrabando reduzirá muito mais a receita do que uma combinação de impostos elevados com a aplicação da lei. Quando o Canadá reduziu os impostos sobre o fumo em 1994, em resposta ao contrabando, as receitas públicas acusaram expressiva redução.
As medidas de controle do tabagismo constituem intervenções de saúde de alta efetividade/custo em termos de dinheiro gasto em relação a anos de vida poupados, comparando-se favoravelmente com a imunização infantil e a atenção integrada às doenças da infância.
Controle do Tabaco e Opções do Governo
Como guardiães da saúde dos cidadãos, os governos têm muitas opções ao tomar medidas para reduzir o use do tabaco. As intervenções descritas adiante podem ajudar as sociedades a romper sua dependência do tabaco. O grau em que os países poderão intervir e o modo de intervenção dependem muito das circunstâncias econômicas a sociais de cada país. Mas a experiência mundial sugere que, quanto mais os países investirem no controle do tabaco, maior o impacto sobre o use do tabaco a maiores as melhorias em termos de saúde. O investimento no controle do tabaco não só produzirá rendimentos na forma de uma população mais saudável, mas também ajudará a reduzir os custos dos serviços de saúde a melhorar o desenvolvimento sustentável.
Dando o exemplo
O governo federal, estadual a local deve proporcionar ambientes livres de fumo a todos os funcionários. Se forem permitidas áreas de fumantes, devem ser ventiladas separadamente do resto do local de trabalho.
Os governos devem dar apoio aos funcionários que querem deixar de fumar, como aconselhamento no local de trabalho a subsídios para produtos farmacêuticos, se estiverem disponíveis.
Políticas públicas saudáveis
As conclusões de um novo Relatório do Banco Mundial sobre tabaco destacam a necessidade de políticas públicas saudáveis que reduzam o use de tabaco, entre elas:
Impostos sobre o tabaco. Embora não exista um nível tributário "ótimo", países com políticas de controle amplas a eficazes geralmente cobram um imposto entre 2/3 a 4/5 do preço do tabaco no varejo. Talvez seja preciso adotar aumentos regulares do imposto para assegurar que o tabaco não se tome mais acessível em resultado da inflação a elevação da renda.
Informação sanitária nos pacotes de tabaco. Pequenos avisos sobre os riscos para a saúde, geralmente no lado do pacote a em letra miúda, tendem a ser ignorados. Mais eficaz é a informação que seja específica, relevante a original a cubra uma pane significativa do pacote. Avisos grandes, fotos a outro tipo de informação podem motivar os fumantes a largar o hábito a diminuir o apelo aos jovens.
Amplas restrições à promoção do tabaco. Os países que restringem a promoção ao máximo possível, de maneira ampla, constataram que se trata de uma medida eficaz. Uma ampla proibição deve incluir a propaganda direta, promoção indireta mediante patrocínio de esportes a eventos culturais a promoção mediante produtos a serviços como camisetas, caixas de fósforo a agências de viagem. Deve incluir também todos os meios de comunicação: rádio, televisão, internet, imprensa, propaganda ao ar livre a no ponto de venda. Vários países já proibiram a propaganda ou implementarão em breve essa proibição, inclusive a União Européia, onde toda propaganda a patrocínio de tabaco será banida em 2006.
Restrições ao fumo nos locais de trabalho, inclusive locais públicos. Os empregados têm o direito de ser protegidos contra riscos à saúde no local de trabalho, inclusive o de fumante passivo. As proibições ao fumo no local de trabalho ou áreas de fumante ventiladas separadamente podem proporcionar proteção adequada contra esses riscos. O governo no âmbito nacional, regional a local pode ajudar a assegurar um ambiente livre de fumo no local de trabalho, inclusive locais públicos como restaurantes. Vários estudos mostram que isso pode ser feito sem reduzir a atividade comercial a que em alguns casos as políticas que promovem um ambiente sem fumo aumentam o volume de negócios a reduzem os custos do empregador.
Controle do contrabando. Em muitos países, a disponibilidade de tabaco contrabandeado barato prejudica os esforços no sentido de reduzir o use do tabaco a reduz a receita dos impostos sobre tabaco. Os países podem adotar estratégias de controle do contrabando que incluam recursos para a polícia, penalidades adequadas, marcação dos pacotes a sistemas de monitorização das exportações.
Investimento em saúde a infra-estrutura comunitária
As políticas de saúde pública dão melhores resultados quando são reforçadas por outras ações em diferentes níveis. Ao implementar políticas a programas complementares, os governos podem aumentar a eficácia de ambos.
Apoio aos que querem deixar de fumar. Deixar de fumar é muito difícil, mas as probabilidades de êxito aumentam muito com aconselhamento a tratamento farmacêutico. Os sistemas nacionais de saúde devem incluir o apoio a essas intervenções, inclusive reembolsando profissionais de saúde que proporcionam aconselhamento aos fumantes que querem deixar de fumar. Os governos também podem implementar linhas telefônicas de chamada grátis a outras medidas para ajudar os fumantes a deixar de fumar.
Campanhas de informação pública. As campanhas nos meios de comunicação de massa têm sido usadas com êxito em muitas jurisdições para informar o público a promover o apoio a outras medidas de controle do tabaco. Essas campanhas podem combinar diversas atividades a mensagens a aumentar seu impacto. Para maior eficiência, as campanhas devem ser elaboradas por profissionais a utilizar propaganda paga na imprensa, televisão a rádio de modo a assegurar visibilidade.
Apoio a organizações não-governamentais. Nos países com intervenções eficazes de controle do tabaco, as organizações não-governamentais têm sido parte integrante do êxito. As associações médicas a outras sociedades de profissionais da saúde, organizações beneficentes como as sociedades de câncer a associações cardiológicas a coalizões de controle do tabaco podem proporcionar conhecimentos especializados sobre as questões, despertar a conscientização pública a tornar disponíveis programas educativos, de prevenção e cessação.
Apoio à ação comunitária. A ação local reforça as mensagens nacionais a promove o apoio a políticas mais fortes sobre o tabaco. O apoio aos governos locais ou grupos comunitários pode ajudar a envolver os cidadãos, implementar a aplicar políticas de combate ao fumo e ajustar as intervenções nacionais às diversas necessidades de cada comunidade.
Monitoramento a avaliação
É preciso contar com informação exata a atual sobre use do tabaco, mortes a doenças provocadas pelo tabaco a conhecimento a atitudes do público para avaliar o progresso a impacto das intervenções. Os países devem implementar sistemas de monitoramento tais como a Pesquisa Global sobre Tabaco entre os Jovens, a Pesquisa Global dos Profissionais de Saúde ou outras pesquisas para obter dados comparáveis a devem compilar dados sobre mortes a doenças provocadas pelo tabaco.
Assistência às comunidades que cultivam tabaco
A redução do use do tabaco beneficiará a maioria das economias. Algumas comunidades que cultivam tabaco experimentarão gradualmente a transição econômica, mas os governos a outros grupos podem ajudar essas comunidades a elaborar estratégias para assegurar seu bem-estar a longo prazo, tais como subsídios de transição a políticas que assegurem lavouras a meios de subsistência alternativos.
Financiamento das intervenções
Muitas intervenções, como as políticas de controle do tabaco, custam pouco para implementar, com exceção dos custos de aplicação, a acabam proporcionando grande benefícios financeiros aos países ao reduzir os custos dos serviços de saúde. Outras intervenções podem ser financiadas mediante impostos sobre o tabaco, como acontece em muitos estados dos Estados Unidos, Austrália a outros países. Ao aplicar a receita dos impostos sobre tabaco em programas de prevenção a controle do tabaco, os governos podem salvar vidas a prevenir doenças, em vez de pagar o atendimento médico dos que sofrem de doenças provocadas pelo tabaco.
A Convenção Básica sobre Controle do Tabaco pode incluir um mecanismo financeiro para ajudar os países em desenvolvimento a implementar medidas de controle do tabaco. Os países em desenvolvimento que participarem no processo de negociação podem assegurar que suas necessidades sejam consideradas.